Sou daquele tipo de pessoa que não consegue ver ninguém que eu amo sofrer. Não gosto mesmo e quero tomar o problema da pessoa como meu. Muitas vezes já fui criticada e mal interpretada por isso e confesso que estou tentando mudar, mas às vezes eu daria tudo pra ver bem aqueles que eu gosto. Já fui muito invasiva em querer ajudar as pessoas, se pequei por excesso, talvez tenha sido por excesso de amor. E cá estou eu no mesmo dilema, querendo abraçar o mundo dos outros e ao mesmo tempo querendo abraçar com todas as forças meu mundo particular. Eu vejo minha vida lá fora tão cheio de possibilidades me esperando e fico aqui indecisa entre o ir e o ficar, entre o botar a cara pra bater ou bater a cara pelos outros, mas percebi que o certo mesmo é seguir meu rumo, colocando nas mãos de Deus as minhas preocupações rotineiras. Muitas vezes esse aperto no peito parece não querer passar e essa sensação eu já conheço bem. Sei que ela passa quando eu dobro a primeira esquina e entro no avião. De lá os pensamentos parecem ser mais claros e a fé mais firme para pedir aqui pelos meus. Só peço a Deus que me dê forças para seguir sempre o meu caminho e nunca perder a sensibilidade de sentir a dor do outro. Se me ausento, é querendo ao mesmo tempo ficar, dar meu sangue que seja. Mas tudo vai ficar bem. Tudo vai. Apenas um dia de cada vez. Inspira e expira. A vida deve continuar. 


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Camilla Rabelo. Tecnologia do Blogger.