Sou daquele tipo de pessoa que não consegue ver ninguém que eu amo sofrer. Não gosto mesmo e quero tomar o problema da pessoa como meu. Muitas vezes já fui criticada e mal interpretada por isso e confesso que estou tentando mudar, mas às vezes eu daria tudo pra ver bem aqueles que eu gosto. Já fui muito invasiva em querer ajudar as pessoas, se pequei por excesso, talvez tenha sido por excesso de amor. E cá estou eu no mesmo dilema, querendo abraçar o mundo dos outros e ao mesmo tempo querendo abraçar com todas as forças meu mundo particular. Eu vejo minha vida lá fora tão cheio de possibilidades me esperando e fico aqui indecisa entre o ir e o ficar, entre o botar a cara pra bater ou bater a cara pelos outros, mas percebi que o certo mesmo é seguir meu rumo, colocando nas mãos de Deus as minhas preocupações rotineiras. Muitas vezes esse aperto no peito parece não querer passar e essa sensação eu já conheço bem. Sei que ela passa quando eu dobro a primeira esquina e entro no avião. De lá os pensamentos parecem ser mais claros e a fé mais firme para pedir aqui pelos meus. Só peço a Deus que me dê forças para seguir sempre o meu caminho e nunca perder a sensibilidade de sentir a dor do outro. Se me ausento, é querendo ao mesmo tempo ficar, dar meu sangue que seja. Mas tudo vai ficar bem. Tudo vai. Apenas um dia de cada vez. Inspira e expira. A vida deve continuar. 


Blog Camilla Rabelo


Quando você resolve tomar certas decisões na vida, ou seguir determinados caminhos, o que mais você vai encontrar são pessoas tentando te desestimular, como se o caminho a percorrer já não fosse suficiente pedregoso e difícil. Se você é mulher, a situação ainda se agrava, pois nossa sociedade ainda acredita naquela velha história de sexo frágil, mesmo sabendo que sexo frágil é o caralho.

Por muito tempo durante a minha graduação em direito, eu me enganei diversas vezes sobre qual seria realmente meu sonho dentro das inúmeras possibilidades que uma graduação em direito oferece. Juíza?  Promotora? Defensora? Procuradora? Cá estou eu com OAB na mão e o pé na advocacia, porque mesmo que você não queira advogar para sempre, começar e adquirir experiência é essencial. Mas depois de muito pensar, selecionar, observar quais são as minhas paixões na área jurídica e o que realmente me impulsiona, não tinha como chegar a outra conclusão: quero ser delegada.

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Blog Camilla Rabelo



E de repente sua vida vira de ponta cabeça. As coisas já não são mais iguais. Nada é como antes. Até mesmo o céu, as pessoas, sua cidade, seus caminhos. E você também acaba mudando, por obrigação, não por querer ou ter escolhido mudar. Deus quis e você mudou. Você vê à sua frente um novo caminho a trilhar, um punhado de desafios, ciclos se encerrando e novos ciclos começando ou recomeçando.  E você sente o frio na barriga. A nostalgia do que ficou para trás, mas a imensa vontade de viver tudo de uma maneira diferente.

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Ao som de Vida Real - Engenheiros do Hawaí

Blog Camilla Rabelo



Não sei quem é que inventou que esse negócio de ser adulto daria certo em algum momento na vida. Responsabilidades, emprego, ganhar dinheiro, pagar contas, comprar comida, etc. Sem falar nas indecisões, ter que conviver com seu inferno pessoal todos os dias. Suas dúvidas que te fazem perder o eixo, sair do trilho e dar de cara no chão. Esse não é um texto de crise existencial. É apenas a nua e crua realidade da vida adulta vista por mim no momento. Também não estou sendo pessimista, não é nada disso. No fundo, no fundo, eu só quero mostrar o lado negro da situação sem tapar o sol com a peneira. Pra isso eu digo: crianças, não cresçam.

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Desde que comecei uma nova fase da minha vida, eu também senti a necessidade de tornar todo esse momento o mais leve que eu pudesse. Estava com o cabelão no meio das costas, mas como tenho pouco cabelo, sempre me senti incomodada por ver aquele negócio enorme e sem volume. Uni o útil ao agradável e acordei disposta a ir num salão de beleza e passar a tesoura. Eis me aqui, com os "cabelitchos" acima dos ombros. Livre, leve e solta! Isso me define.

De novo essa foto, Camilla?

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Saravá Umbanda!
Blog Camilla Rabelo

Para quem não sabe sou umbandista e não tenho vergonha de me declarar. Frequentava anteriormente centros kardecistas, os quais me foram muito úteis para estudar e adentrar no espiritualismo. Amava o centro que eu participava, mas ainda não me sentia no lugar certo. Foi na umbanda que me encontrei. No calor humano da umbanda que recebe todos com os braços tão abertos quanto uma mãe, cheia de amor para dar. Infelizmente a umbanda, assim como outras religiões de matrizes africanas, são muito incompreendidas. Há muitos centros que se dizem "umbandistas", mas infelizmente trabalham em prol do material. E a umbanda definitivamente não merece ter sua imagem manchada por pessoas e centros que se dizem de umbanda e não o são.

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Camilla Rabelo. Tecnologia do Blogger.